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23.11.08

| Cultura e identidade juvenil em tempos de globalização


Em meio às constantes transformações vividas na cultura contemporânea, com a consolidação do processo da globalização, que trouxe consigo uma intensificação dos fluxos econômicos, de pessoas e de informação, a construção de um imaginário social é cada vez mais perpassada por elementos interculturais. A construção da identidade contemporânea não pode mais ser pensada em termos de limites precisos e fixos.

O jovem se encontra na linha de frente de tais transformações . Com baEse nisso, desenvolvemos uma pesquisa para tentarmos entender o que eles pensam nos dias de hoje com relação a identidade. Foram entrevistados 42 jovens, de classe média urbana, de idade entre 17 a 25 anos, fazendo as seguintes perguntas: Quem você é? Com quem ou com o que você se identifica? O que é identidade para você?

Tal pesquisa foi transformada em duas aulas, apresentadas nas disciplinas Identidades Culturais na Contemporaneidade e Comunicação e Cultura. Esse trabalho foi coordenado por Felipe Escarlate, monitor, e auxiliado pelos alunos de Identidades Amanda Vieira, Anete Moura, Débora Gonçalves, Susana Santos e Vanessa Villela.

Com base nos resultados obtidos comprovamos que, cada vez mais, a construção da identidade é dinâmica e instável . Somos objetos e também sujeitos de uma construção de uma identidade própria e também colaboradores de uma identidade coletiva. Abaixo mostramos algumas respostas das entrevistas.

Quem você é?

> Eu sou eu, aluna do GPI, 2º ano. Estudo lá desde o 1º ano. (Amanda, 17 anos)

> Bom... uma pessoa amiga, companheira, sincera e... só. (Antônio, 18 anos)

> Filha da minha mãe e do meu pai. Dentista. (Luciana, 23 anos)

> Sou Fabiana, tenho 24 anos e faço enfermagem. Sou uma pessoa de bem com a vida. Adoro meus amigos, adoro festa, bagunça. (Fabiana, 24 anos)

Com quem ou com o que você se identifica?

> Com a minha mãe. (Nathalia, 17 anos)

> Comigo mesmo. Só eu me entendo. (Carolina, 18 anos)

> Com as músicas do Renato Russo, com a África e com as crianças. (Letícia, 20 anos)

> Com o jeito da minha amiga Paty. (Maria Izabel, 23 anos)

O que é identidade para você?

> Personalidade. (Patrícia, 22 anos)

> É quem de fato a gente é. É o nosso caráter, é a sua característica. É o que caracteriza você como pessoa. (Débora, 24 anos)

> Eu. (Lediane, 25 anos)

> Ser apenas quem você é sem o universo que nos cerca. (Nathalia, 20 anos)

18.11.08

| Tango



"¿Por qué el tango ha resurgido con tanta fuerza? ¿A qué se debe que la literatura haya vuelto su mirada hacia personajes de nuestra historia y busque en las formas de la biografía y la ficción, los relatos del pasado nacional? Pensemos sólo en los numerosos libros que retoman la figura de Sarmiento ¿Qué extraña alianza se permite el rock nacional al poner en su repertorio zambas de Atahualpa Yupanki, poemas de Almafuerte o letras de los tangos de Cadícamo y Discépolo?"

O trecho é referente à palestra "El Tango: un relato de identidad", que a Prof. Dra. Mónica Bueno, da Universidad de Mar del Plata, Argentina, proferiu no dia 08 de setembro, no auditório da Pós-graduação de Comunicação da UFF. No link abaixo você confere a apresentação na íntegra.

14.9.08

| O ano em que meus pais saíram de férias


Em 1970, a maior preocupação na vida de Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, pouco tem a ver com a ditadura militar que impera no País: seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma "estranha" e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas.


Trailler do filme




1.9.08

| “El Tango: un relato de identidad.”


UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS CULTURAIS E MÍDIA

Palestra com Mónica Bueno
“El Tango: un relato de identidad.”
Mónica Bueno é professora e pesquisadora da Universidade Nacional de Mar del Plata. Coordena o grupo de pesquisa “Cultura e política na Argentina”, do Centro de Letras Hispano-americanas e do projeto de pesquisa “Políticas de resistência nas ditaduras do Brasil e Argentina”, também é uma das editoras de Margem-Márgenes, revista bilateral Brasil-Argentina de crítica cultural.

Data: 08 de setembro de 2008, às 15 horas.
Local: Auditório do Programa de Pós-Graduação, Rua Tiradentes, nº 148 - Ingá – Niterói.

Coordenação: Prof. Marildo José Nercolini


13.8.08

| Benvindos

Queremos dar boas vindas aos novos alunos e desejar um excelente semestre para todos nós!!!
Os programas das disciplinas a serem trabalhadas este semestre são os seguintes:

Identidades Culturais na Contemporaneidade

Ementa:
Conceituação de identidade. Identidade e alteridade. As construções históricas acerca da relação entre sujeito e identidade. Lealdades primordiais: as idéias de nação, grupo étnico, comunidade lingüística e compartilhamento de crenças. Fluxos e redes, múltiplas configurações. A hibridização da cultura na contemporaneidade. Relação entre mídia e a configuração das identidades culturais. Música e construção identitária.

Objetivos:
Analisar a identidade como construção histórica e situar a discussão no momento contemporâneo, relacionando com o processo de globalização, a mídia e as novas tecnologias. Por fim, estabelecer uma análise da relação entre a MPB e do Rock Nacional Argentino na construção, respectivamente, das identidades brasileira e argentina contemporâneas.

UNIDADES

I - O conceito de identidade e sua relação com a alteridade.

II - Identidade, discurso e narrativa.

III - Identidade, memória e projeto.

IV – Nação e identidade nacional

V - Identidade e globalização: o local, o nacional e o global na configuração de identidades híbridas.

VI - Identidade, cultura midiática e novas tecnologias

VII - Música e a construção da identidade nacional:
– MPB Anos 60
- MPB contemporânea
- Rock Argentino Anos 60
- Rock Argentino contemporâneo

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDERSON, Benedict. Nação e consciência nacional. São Paulo, 1989.
BUARQUE DE HOLLANDA, Heloísa. “A academia entre o local e o global”. IN: MIRANDA, Wander Melo (org.). Narrativas da Modernidade. Belo Horizonte: Autêntica , 1999. p. 345-356. (Tenho versão que envio por e-mail)
CASTELLS, M. “Introdução” e “Paraísos comunais: identidade e significado na sociedade em rede”. IN: O poder da Identidade. Vol. 2 de A Era da Informação: Economia, sociedade e cultura. SP, Paz e Terra, 1999, pp. 17-92.
FEATHERSTONE, Mike. O desmanche da cultura. São Paulo: Nobel, 1997.
FORD, Aníbal. “Da aldeia global ao conventillo global”. In: ________. Navegações: comunicação, cultura e crise. Rio de Janeiro: UFRJ, 1999. p.58-86.
GARCÍA CANCLINI, N. “ Entrada ” e “ Contradições latino-americanas: modernismo ou modernização”. In: Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp.1997. p. 17-30 e 67-97.
GARCÍA CANCLINI, N. “As identidades como espetáculo multimídia”. In: __________. Consumidores e cidadãos. Rio de Janeiro: UFRJ, 1997. p. 139-153
GARRAMUÑO, Florência. Modernidades Primitivas: tango, samba y nación. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2007. p. 15-41.
GUELFI, Maria Lúcia Fernandes. “Identidade cultural numa perspectiva pós-moderna.” Revista Gragoatá, Niterói: EDUFF, n.1, p-137-149, 2.sem.1996.
HALL, Stuart. “Para Allon White. Metáforas de transformação”. IN: Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2003, pp.219-244.
HALL, Stuart. A identidade cultural na Pós-modernidade. Rio de Janeiro, DP&A Editora, 1997.
HUYSSEN, Andreas. Seduzidos pela memória: arquitetura, monumentos, mídia. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. São Paulo, EDUSC, 2001, pp. 295-334.
MAIA, Rousiley. “Identidades coletivas: negociando novos sentidos, politizando as diferenças”. IN: Contrampo – revista da Pós-Graduação em Comunicação da UFF. Niterói, UFF, nº 5, 2000, pp.47-66.
NERCOLINI, Marildo José. "Entre o local , o nacional e o global: MPB e Rock Argentino agenciando identidades e culturas",. Grumo , Buenos Aires, Rio de Janeiro: 7 Letras. Editores: Diana I. Klinger... [et al.], n.6, vol.1, 2007, pp. 114-123.
NERCOLINI, Marildo José. “A MPB repensa identidade e nação”. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n.31, dezembro de 2006, p.125-132.
POLLAK, Michael. “Memória e identidade social”. IN: Revista Estudos Históricos, 10, 1992/1. Disponível em: http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/104.pdf.
SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós-moderna. Intelectuais, arte e videocultura na Argentina. Rio de Janeiro, Ed.UFRJ, 2004, pp. 53-98.
SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. Belo Horizonte, UFMG, 2003.
SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Identidade e diferença. Petrópolis, Vozes, 2000.
VELHO, Gilberto. Projeto e Metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro, Zahar, 1994.WOODWARD, Kathryn. “Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual”. IN: SILVA, Tomaz (org.). Identidade e diferença. Petrópolis, Vozes, 2000, pp. 7-72.

Comunicação e Cultura
Ementa: Cultura, um conceito polissêmico. Natureza e Cultura. Sociedade e Cultura: agentes e grupos sociais. A escola funcionalista e o estrutural-funcionalismo: cultura e instituições sociais. A concepção estruturalista. Antropologia interpretativa: a cultura como rede de significados, a cultura como texto. Cultura e identidade nas sociedades contemporâneas. Mídia, cultura e globalização.

Programa:
1. Cultura: conceito e história:
1.1 Cultura e natureza; cultura e civilização.
1.2 Cultura: histórico do conceito.
1.3 Diversidade Cultural.

2. Diferentes concepções de cultura: cultura como conceito polissêmico.
2.1 A escola funcionalista.
2.2 A concepção estruturalista.
2.3 A cultura como rede de significados e a cultura como texto.
2.4 A visão culturalista.

4. Cultura e identidade nas sociedades contemporâneas.

5. Cultura na era da globalização:
5.1 Cultura como recurso.
5.2 Cultura, globalização e sociedade civil.
5.3 Cultura, consumo e cidadania.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BUARQUE DE HOLLANDA, Heloísa . “Políticas da produção de conhecimento em tempos globalizados”. In: MIRANDA, Wander Melo (org.). Narrativas da Modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. p. 345-356.
CEVASCO, Maria Elisa. Para ler Raymond Williams. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
CHAUÍ, Marilena. Conformismo e Resistência. São Paulo: Brasiliense, 1994.
EAGLETON, Terry. A idéia de Cultura. São Paulo: UNESP, 2005.
GARCÍA CANCLINI, Néstor. Culturas híbridas. São Paulo: EDUSP, 1997.
_____________. Diferentes, desiguais e desconectados. RJ: Editora UFRJ, 2005.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
HALL, Stuart. Identidades culturais na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.
____________. “A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções do nosso tempo”, Educação & Realidade, n. 22, p. 15-46, jul-dez 1997.
KUPER, Adam. Cultura: a visão dos antropólogos. Bauru: EDUSC, 2002.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. RJ: Jorge Zahar, 2005.
LÉVI-STRAUSS, Claude. “Raça e História”. In: __________. Antropologia estrutural – dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1993. 4 ed.
MAIA, Rousiley. Identidades coletivas: negociando novos sentidos, politizando as diferenças, Contracampo, Niterói: IACS, n.5, segundo semestre 2000, p.47-66.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. “Globalização comunicacional e transformação cultural”. In: MORAES, Denis de (org.). Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2004.
MORAES, Denis de (org.). Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2004.
____________ (org). Sociedade midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006.
SANTOS, José Luis dos. O Que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Primeiros Passos, 10).
SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós-moderna: intelectuais, arte e videocultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2000.
THOMPSON, J.B. Uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes, 1998.WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. 2ª ed.